Pecém realiza operação inédita e projeta movimentação 10% maior

Segundo o coordenador comercial do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, terminal tem capacidade de realizar embarques e desembarques de forma ágil, e economia poderia projetar boa imagem no mercado internacional


Por Samuel Quintela


O Porto do Pecém espera um novo aumento na movimentação de cargas, a partir da finalização do projeto de expansão da CSP. (Foto: Davi Pinheiro)

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) segue evoluindo em desempenho de movimentação de cargas. Em 2019, o terminal já trabalha com a previsão de registrar um aumento de 8% a 10% no total transportado em relação a 2018. A informação foi confirmada pelo coordenador comercial do Cipp, Raul Viana, que ainda comemorou a realização de um processo que poderá aumentar a visibilidade do Porto no mercado e a produtividade das operações de embarque e desembarque de processos em futuras etapas.

No fim de semana passado, o Porto do Pecém repetiu a execução de uma movimentação que reduz o tempo e o número de processos necessários para o desembarque de uma carga no navio atracado para a substituição de um novo insumo. Segundo Viana, a operação gerou uma economia de 50% dos custos ao utilizar apenas um berço de atracação e realizar apenas um processo de amarração do navio. 

Dessa vez, segundo Viana, foram desembarcadas, para importação, pás eólicas fabricadas na Índia, e embarcadas placas de aço produzidas na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que estão sendo exportadas para a Itália.

É a primeira vez que esse modelo de movimentação é realizado para esses tipos de carga, mas o Pecém já realizou um processo semelhante, envolvendo carvão mineral e placas de aço, também produzidas pela CSP. Avaliando a diminuição de etapas, o coordenador comercial estima que a economia total pode chegar a até R$ 500 mil. 

Produtividade

Com confirmação da capacidade de execução desse processo de forma mais ágil, Viana afirmou que o Porto do Pecém pode se colocar melhor no mercado ao conseguir oferecer benefícios e mais economia aos navios que atracarem no terminal. “Isso pode, sim, representar em ganhos futuros por gerar uma economia muito grande nas operações”, disse Viana.

E quando o cliente, que é o mais beneficiado, consegue essa economia, ele acaba ganhando várias vantagens logísticas em outras áreas, como na contratação do frete marítimo pelo navio ter de gastar menos com combustível, por exemplo”, completou. 

Viana ainda disse, sobre movimentação de cargas, que o Pecém vem apresentando um crescimento médio de 32% anualmente ao longo dos últimos 10 anos. Além disso, esse número poderá ser impulsionado no período de 2 a 3 anos, com a finalização do projeto de expansão da produção de placas de aço da CSP.

Para Carlos Alberto Alves, gerente comercial da Tecer Terminais, a operação pode elevar o conceito do Porto em mercados internacionais. “No Brasil ainda é muito caro o custo de atracação. Cada movimentação custa em média U$ 65 mil. Essa operação proporciona uma economia de 50% nas despesas, então é um ganho muito grande”, afirmou.




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